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Reestruturação financeira do Pentágono

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Alex Corsini, no Monitor Mercantil

Nova Doutrina de Defesa altera perfil do exército e dos fuzileiros

O orçamento do Pentágono para a próximo década sofrerá cortes totalizando US$ 487 bilhões, segundo Leon Panetta, ex-arquiaraponga da Agência Central de Inteligência (CIA) e atual secretário de Defesa dos EUA, no âmbito da Nova Doutrina de Defesa apresentado pelo presidente Barack Obama.

Trata-se de uma doutrina que aponta o epicentro de sua ação na Ásia e Oceano Pacífico. E sob este prisma, assim como o fato de que a poderosa máquina de guerra dos EUA constitui sempre o principal instrumento de imposição de sua política imperialista, os "cortes" apresentados por Panetta são condição muito relativa.

Anotem que, além dos gastos extras que - de acordo com prática habitual pede cada presidente dos EUA em base anual - o orçamento anual do Pentágono para este ano totaliza US$ 553 bilhões, mas que será reduzido a US$ 525 bilhões ano que vem, para recuperar-se, gradualmente, atingindo US$ 567 bilhões em 2017. Orçamentos muito maiores do que na gestão presidencial de Bush Jr., que atingiram, em 2008, quando Barack Obama assumiu a presidência, US$ 480 bilhões.

"O principal aspecto da Nova Doutrina de Defesa e dos "cortes" orçamentários é a redução do número dos efetivos do exército em cerca de 100 mil homens ao longo dos próximos cinco anos sem, contudo, ser atingida a capacidade de combate e a possibilidade de as Forças Armadas norte-americanas vencerem qualquer um adversário", segundo afirmou Panetta. A redução dos efetivos será realizada no exército, que terá uma tropa totalizando 490 mil homens em 2017, de 570 mil de hoje. Também o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (uma Arma separada) será reduzido em seu número de efetivos, de 202 mil homens para 182 mil no mesmo período.

Operações em 120 países

Trata-se, na essência, de reestruturação financeira, considerando que pretende criar um novo exército "menor" relativamente, mas de rápido deslocamento, enquanto ênfase especial será atribuída às forças especiais, como são os grupos de assalto Seals, que realizaram a operação de assassinato de Osama bin Laden e estão operando atualmente na Somália, assim como a mais recente Força Tarefa Especial para o Golfo Pérsico, a Joint Special Operations Task-Force-Gulf Coordinating Council (JSOTF-GCC).

"Um pequeno exército de rápido deslocamento que estará pronto, a qualquer momento, para intervir em qualquer lugar", no momento em que é segredo de Polichinelo o fato de que o Pentágono está realizando operações especiais secretas em 120 países, isto é, em 60% do planeta.

Também será fortalecida a Marinha de Guerra, considerando que no epicentro do interesse está posto o Oceano Pacífico e, mais especificamente, o sul do Mar da China. Enquanto planejava-se a retirada do serviço ativo de vários porta-aviões para economizar verbas, a perspectiva foi rejeitada e todos os porta-aviões candidatos à aposentadoria voltaram ao serviço.

Também, será aumentado o número de aviões caças-bombardeiros não tripulados (drones) em vários locais do planeta, e o número de caças-bombardeiros tripulados F-35 totalizarão 2.443.

 

 

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