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Depender de commodity ameaça o crescimento

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Ipea alerta que queda do comércio externo na crise torna diversificação mais urgente

A alta participação dos setores ligados aos recursos naturais na economia, principalmente a indústria extrativa, os serviços financeiros e a agropecuária, colocam em risco o crescimento sustentável do país. A advertência é do estudo Produtividade no Brasil nos anos 2000-2009, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

Segundo o estudo, os setores ligados aos recursos naturais - mais conhecidos como commodities, por terem seus preços determinados no exterior - são de "reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia e, sendo de baixo valor agregado, impõem obstáculos a uma estratégia de crescimento sustentado no longo prazo para o Brasil".

O estudo lembra que a forte instabilidade internacional neste momento de crise global provoca maior retração do comércio em todo o mundo. Isso reforça a necessidade de maior diversificação da estrutura produtiva, o que não ocorreu entre 2000 e 2009 e não há indícios de que isso vá mudar nos próximos anos.

"Para um país que necessita ampliar suas condições de competitividade externa, essas características devem ser vistas como, no mínimo, preocupantes em uma estratégia consistente de desenvolvimento industrial e econômico"", afirma o Ipea, segundo a Agência Brasil.

De acordo com o estudo, a indústria ligada aos recursos naturais foi a que mais aumentou a produtividade na década passada, com destaque para a extrativa, a agropecuária e os serviços, principalmente os de finanças.

Excluindo 2009 - ano em que o Brasil mais sofreu os impactos da crise - a indústria extrativa elevou sua participação no período analisado no estudo em 5,9%, enquanto a indústria de transformação recuou 2,5% e setores como os de gás e construção civil desabaram 3,4%.

Excluindo 2009 - ano em que o Brasil mais sofreu os impactos da crise - a indústria extrativa elevou sua participação no período analisado no estudo em 5,9%, enquanto a indústria de transformação recuou 2,5% e setores como os de gás e construção civil desabaram 3,4%.

 

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