Com giro US$ 4 trilhões/dia, o mercado cambial é fator de instabilidade permanente
Apenas cinco bancos controlam 60% do mercado mundial de câmbio, que gira US$ 4 trilhões por dia. A informação é do economista José Carlos de Assis, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para quem a tentação do lucro fácil, sobretudo por causa da proximidade do vencimento dos títulos podres que recheiam as carteiras das grandes instituições financeiras, e da falta de demanda (conseqüência das medidas de ajuste fiscal), ajudam a explicar a opção dos bancos pelas operações de curto prazo, em detrimento do financiamento ao setor produtivo, sobretudo pequenas e médias empresas.
Assis é co-autor de O universo neoliberal em desencanto (Civilização Brasileira), récem-lançado, junto com o professor do programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ Francisco Antonio Doria. Na obra, eles anunciam o colapso iminente do neoliberalismo e desmistificam seus principais dogmas, como o suposto equilíbrio de preços, que seria resultante da liberdade oferecida aos mercados. E defendem a regulação do sistema bancário pelos Estados, seguindo os exemplos de China e Índia.
Para. Assis, o recrudescimento das idéias conservadoras não impedirá que uma nova era, batizada por ele de "Idade da Cooperação", se imponha ao neoliberalismo. "A Idade Moderna está baseada na idéia da liberdade individual ilimitada e, na economia, dos anos 70 para cá, ela tomou a forma do neoliberalismo, que é a idéia de que o mercado pode se auto-regular, que o Estado precisa ser reduzido ao mínimo. E, na questão monetária, é necessário ter um banco central completamente independente. Com todo esse receituário, eram esperados crescimento econômico e progresso social, o que não aconteceu. Houve foi um processo brutal de concentração de renda nos últimos 30 anos que culminou com uma crise sem paralelo na história do capitalismo."
Com giro US$ 4 trilhões/dia, o mercado cambial é fator de instabilidade permanente
Apenas cinco bancos controlam 60% do mercado mundial de câmbio, que gira US$ 4 trilhões por dia. A informação é do economista José Carlos de Assis, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para quem a tentação do lucro fácil, sobretudo por causa da proximidade do vencimento dos títulos podres que recheiam as carteiras das grandes instituições financeiras, e da falta de demanda (conseqüência das medidas de ajuste fiscal), ajudam a explicar a opção dos bancos pelas operações de curto prazo, em detrimento do financiamento ao setor produtivo, sobretudo pequenas e médias empresas.
Assis é co-autor de O universo neoliberal em desencanto (Civilização Brasileira), récem-lançado, junto com o professor do programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ Francisco Antonio Doria. Na obra, eles anunciam o colapso iminente do neoliberalismo e desmistificam seus principais dogmas, como o suposto equilíbrio de preços, que seria resultante da liberdade oferecida aos mercados. E defendem a regulação do sistema bancário pelos Estados, seguindo os exemplos de China e Índia.
Para. Assis, o recrudescimento das idéias conservadoras não impedirá que uma nova era, batizada por ele de "Idade da Cooperação", se imponha ao neoliberalismo. "A Idade Moderna está baseada na idéia da liberdade individual ilimitada e, na economia, dos anos 70 para cá, ela tomou a forma do neoliberalismo, que é a idéia de que o mercado pode se auto-regular, que o Estado precisa ser reduzido ao mínimo. E, na questão monetária, é necessário ter um banco central completamente independente. Com todo esse receituário, eram esperados crescimento econômico e progresso social, o que não aconteceu. Houve foi um processo brutal de concentração de renda nos últimos 30 anos que culminou com uma crise sem paralelo na história do capitalismo."



















