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Para tibetanos, o lar será reconstruído

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Da Rádio Internacional da China

No dia 23 de janeiro, primeiro do Festival do Ano Novo Chinês, a idosa tibetana de 74 anos que não quer ser identificada foi a um templo não longe de casa para oferecer o primeiro incenso de 2012, uma tradição local. Na hora do almoço, voltou para casa localizada no centro do distrito de Luhuo, na Zhou Autônoma Tibetana Ganzi, província de Sichuan. Tomando chá em casa, ouviu gritos vindos de fora. Centenas de pessoas, entre elas alguns monges, estavam concentrados no condomínio e destruíam tudo que encontravam. Num instante, o bando cercou o pátio da idosa, destruiu o muro, entrou em casa e partiu móveis e outros objetos cotidianos. Relembrando do que aconteceu naquele dia, a tibetana fica muito triste:

"Eu e meu segundo filho voltamos do templo e estávamos tomando o chá de manteiga quando alguém atirou pedras na minha casa. Tinha tanto medo que fiquei escondida na cozinha e meu filho, no banheiro. Meu sobrinho que se encontrava na minha casa também morreu de medo. Ouvi ruídos de bater. Depois de cerca de uma hora, acabou a turbulência e sai para ver o que estava acontecendo. Foi um desastre. O retrato de Buda e outros objetos religiosos foram jogados no chão e perdi meu livro de oração. Para nós, o altar tibetano é o mais sagrado. Mesmo assim, ele não escapou da tragédia."

A desordem e as ruínas estavam por todo lado no pátio da casa da idosa. O muro derrubado, cobertores desajeitados e uma van destruída. Ao falar do terror, o filho da tibetana se arrepia. Segundo ele, naquele momento, corria o risco de perder a vida se não se escondesse.

"Não conheço os bandidos nem sei de onde eles vieram. Ouvi gritos dizendo "desmantelar a casa" e "vou matar você. Morreria se saísse."

O motivo que levou à turbulência foi o boato de que três monges iriam se suicidar e o corpo deles não poderia ser entregue ao governo. Centenas de pessoas se reuniram e jogaram pedras contra policiais de guarda. Alguns dos armados invadiram a delegacia local, ameaçando os policiais com facas, e ainda destruíram lojas e casas ao longo da rua.

O quarto filho da idosa trabalha no governo rural do distrito de Luhuo. Ao ver o que aconteceu na casa da mãe, ele confessou:

"Minha mãe ficou muito indignada. O que foi destruído em uma hora foi tudo que ela e meu pai ganharam durante a vida toda. É uma grande perda para minha família. O governo já prometeu que iria compensar tudo que perdemos durante o acidente e acredito que os criminosos serão castigados."

Hoje, a tranquilidade voltou à pequena cidade de Luhuo. Lojas e restaurantes retornaram à normalidade e recebem visitas de tibetanos e hans.

 

 

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